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Auditoria de código: como garantir a conformidade de uma aplicação

Um software que está em conformidade com requisitos do usuário e normas de mercado é essencial para empresas que tem a tecnologia como base ou auxiliar de suas operações. E para chegar o mais próximo possível desta conformidade, é preciso garantir que todas as fases estejam dentro dos requisitos, desde a construção até a implantação da aplicação.

No entanto, um grande número de vulnerabilidades só são descobertas depois do lançamento do software. E o pior: grande parte dos casos por negligência ou descuido na fase de desenvolvimento. Para evitar que isso aconteça, você precisa de uma auditoria de código.

O que é auditoria de código fonte

Mesmo quando uma aplicação é entregue, o trabalho em cima do código fonte não deve parar. Para validar a segurança e otimização de performance de um software, uma auditoria de código é altamente recomendável.

O objetivo principal é verificar se técnicas de programação foram utilizadas corretamente e identificar pontos com falhas ou até mesmo códigos que não sejam adequados ao propósito da aplicação. Após a análise, é gerado um relatório que será utilizado para implementar uma gama de medidas que garantam a segurança e confiabilidade do código da aplicação.

Objetivos e benefícios da auditoria

Criar aplicações seguras pressupõe princípios de segurança em todas as fases do desenvolvimento. É preciso pensar em uma arquitetura de segurança que preveja uma implementação do código livre de falhas típicas de programação. Em alguns casos, além da concepção e codificação seguras, é preciso avaliar o ambiente na qual a aplicação será inserida. Essa avaliação terá por objetivo proteger o software de situações atípicas ou adversas, mas também garantir seu funcionamento correto.

A análise de código permite identificar vulnerabilidades em aplicativos de software e o motivo dessas fragilidades. A auditoria de código identifica se:

  • As práticas de desenvolvimento respeitam preceitos de programação segura;
  • Os controles são efetivos para atenuar riscos;
  • Práticas de códigos vulneráveis;
  • Problemas de configuração (por desconhecimento do sistema);
  • Sistemas mal projetados (requisito não funcional);
  • Erros na codificação (por falta de conhecimento ou desatenção).

Como garantir a conformidade

A auditoria é uma técnica muito eficaz para a identificação de falhas de segurança, já que mais da metade das vulnerabilidades tem como causa falhas de implementação. Sabendo disso, as empresas buscam cada vez mais uma análise detalhada que tenha um impacto positivo no ciclo de desenvolvimento do software, poupando tempo e dinheiro. E claro, trazendo cada vez mais segurança para os usuários.

A auditoria de código pode ser realizada de três maneiras: estática, dinâmica ou manual. Veja abaixo vantagens e desvantagens de cada modelo:

Análise manual

Este é o método mais antigo para detectar vulnerabilidades e problemas de programação. No entanto, para executá-lo o profissional precisa ter uma boa noção da arquitetura e o código deve vir acompanhado de comentários e um sumário da funcionalidade de cada método.

Isso significa que esse modelo de análise pode se tornar cansativo e lento para detectar anomalias no código fonte. Neste modelo de análise, algumas empresas adotam “peer reviews” (ou revisão por pares) e um pedaço novo de código só pode ser aceito na base de código principal se for revisado por outro desenvolvedor. Nesse caso, como a análise é incremental, a lentidão e overhead é menor.

Análise estática

Nesse modelo, a verificação do código fonte é automática e geralmente ocorre na compilação. Uma ferramenta bastante utilizada para isso é o FindBugs, utilizado para inspecionar o bytecode de Java em busca de padrões de bugs, sem para isso executar o código do programa.

Por meio de um conjunto de técnicas, como controle de fluxo e procura de padrões, a análise estática identifica falhas simples e complexas. No entanto, reportam apenas as vulnerabilidades para as quais foram programadas. A consequência disso pode ser a exploração de vulnerabilidades não abrangidas por pessoas mal intencionadas.

A análise estática utilizar as seguintes funcionalidades:

  • Análise do código fonte inteiro;
  • Rastreio dos pontos de interação com outros processos ou usuários;
  • Procura por assinaturas de funções.

Análise dinâmica

Esse modelo de auditoria analisa o comportamento da aplicação em execução, ou seja, é como se um hacker estivesse tentando encontrar uma vulnerabilidade enquanto a aplicação roda. A grande vantagem desse tipo de análise é a possibilidade de explorar outras vulnerabilidades que não poderiam ser encontradas apenas no código, como uma configuração no servidor web, por exemplo.

Muitas vezes, os testes estáticos e dinâmicos são vistos como opostos, o que não é verdade. Quando você pondera as vantagens e desvantagens de cada um, logo percebe que ambos podem gerar benefícios e insights interessantes.

Em suma, a auditoria de código deveria ser regra para garantir a conformidade das aplicações. Há diversas ferramentas disponíveis para isso, mas se o analista for inexperiente pode haver uma falsa de segurança.

Profissionais experientes sabem que nem todas as vulnerabilidades podem ser encontradas e que as ferramentas automáticas que as detectam, muitas vezes, acusam “falsos positivos”, isto é, acusam problemas que não existem. Isso é ruim pois gera “ruído” para quem está usando a ferramenta de análise estática. Por isso, recomendamos que a auditoria de código seja realizada por empresas e analistas experientes.

Você já fez auditoria de código? Relate sua experiência.