fbpx

Como a baixa qualidade de internet afeta as vendas de um e-commerce

A Black Friday aconteceu na última sexta-feira (24) com ela, houve uma forte tendência de aumento nas vendas online. Em contrapartida, a velocidade da internet brasileira está bem abaixo da média mundial. Será que isso atrapalha a venda de produtos digitais?

Expectativa de vendas pela internet no Brasil

O Google Brasil já apresentou uma estimativa de alta para as vendas de 2017 na Black Friday: elas podem crescer de 15% a 20%. Isso pode representar uma média de R$ 2,2 bilhões em vendas, já que, segundo a Ebit, empresa especializada em comércio eletrônico, em 2016 foram registradas vendas de R$ 1,9 bilhão.

As expectativas foram anunciadas pela gerente de insights de Pequenas e Médias Empresas do Google Brasil, Carol Rocha, no último evento realizado sobre a Black Friday em São Paulo.

ecommerce-2607114_1280

Nesse período de alta concorrência e muitas promoções, é importante estar ciente: o consumidor está cada vez mais atento às novas tecnologias, pesquisando preços e segurança ao comprar pela internet. Ele também está cada vez mais exigente, não só em relação aos produtos, mas também em relação aos serviços e a experiência digital que terá durante a compra.

Como são as conexões no Brasil

Segundo um estudo da Akamai, empresa especializada em serviços para redes de distribuição de conteúdo da internet, nosso país terminou o ano de 2016 em 85º lugar entre 214 países pesquisados em média mundial de tráfego online. Nossa velocidade média de internet é de 6,4 Megabits por segundo (Mb/s), enquanto o campeão mundial, Coreia do Sul, transfere 26,1 Mb/s. No ano passado, a Netflix divulgou um estudo colocando o Brasil entre os 10 países com as piores conexões para ver vídeos no serviço.

Além da velocidade não ser uma das melhores, nossa demanda aumenta gradativamente.  Segundo o último relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) Information Economy Report 2017 colocou o Brasil em quarto lugar no ranking mundial de usuários de internet, atrás apenas da China, da Índia e dos Estados Unidos.

Se a internet é ruim e dependo dela para vender, o que posso fazer?

Ainda que a internet não seja uma das melhores, o mercado consumidor interno brasileiro é o sétimo maior do mundo, segundo o relatório The Global Competitiveness Report 2016-2017, feito pelo World Economic Forum. É um grande público consumidor, no qual vale a pena investir.

Portanto, se você não pode mudar a situação da conexão geral de internet no país, não se desespere: você pode trabalhar para ser destaque na sua área de vendas, com um site de fácil acesso e com boa usabilidade. Investir na construção de experiências digitais para melhorar a gestão dos seus produtos digitais pode assegurar que o cliente continue percebendo valor não só no seu produto, mas também no seu serviço de vendas.

holiday-shopping-1921658_1280

No caso da Amazon, por exemplo, o CEO Jeff Bezos afirma que o modelo de operação da empresa é ter uma verdadeira “obsessão pelo seu consumidor”. Trate seu cliente da maneira que você gostaria de ser tratado, e acima de tudo, faça testes. Não espere para descobrir que seu sistema de compras tem defeitos no dia em que poderia ter realizado seu maior número de vendas. Aí vão algumas dicas:

  • Coloque-se no lugar do cliente: com empatia, fica mais fácil se aproximar do consumidor para entender suas necessidades e desejos e buscar atendê-los da melhor maneira. Não vale só analisar seu cliente como um número, é importante pensar como se você fosse o cliente: como você gostaria que fosse a sua experiência de compras? Segundo a NewVoiceMedia, 34% dos consumidores estão dispostos a postar e compartilhar em redes sociais experiências que consideraram ruins, o que pode prejudicar a imagem do e-commerce.
  • Conheça o tempo de carregamento do seu site: você pode otimizar seu site para que ele seja, além de responsivo, rápido de carregar. Apresento dicas sobre esse assunto aqui. Estudos da Akamai mostram que o atraso de apenas um segundo no carregamento de uma página pode diminuir a conversão de vendas em 20,5% no mobile e 21,8% pelo computador. Não só na Black Friday, mas em qualquer época do ano, oferecer um site que não trava e não demora para carregar pode melhorar a percepção da sua marca.
  • Prepare-se para um alto volume de acessos: outro detalhe importante é considerar o retorno que o seu investimento em marketing pode trazer. Já pensou gastar dinheiro com divulgação e, no dia que as vendas aumentarem, seu site sair do ar? Nessa hora, não vai adiantar culpar os servidores, a hospedagem, muito menos os clientes. Já existem planos flexíveis no mercado de hospedagem para garantir que o aumento de acessos não derrube seu site e não impacte negativamente na sua marca. Conheça casos de queda por altos acessos neste artigo.
  • Teste, teste, teste: compra via mobile, compra via desktop, um produto só, muitos produtos numa mesma compra, pagamento no cartão, pagamento no boleto… várias possibilidades. Se seu comércio não está preparado para todos os tipos de venda, por exemplo, deixe ativos apenas aqueles em que você garante um bom serviço. Não corra o risco de queimar a imagem da sua marca!

Se você ainda tem dúvidas sobre como preparar seu comércio eletrônico, não se preocupe: a One Day Testing atua também em projetos relacionados à performance de websites, fazendo os testes de usabilidade, funcionalidade e carga e oferecendo orientações necessárias para que você tenha um e-commerce competitivo. Podemos oferecer as orientações necessárias para que você tenha um e-commerce competitivo. Você pode me mandar um e-mail em bruno.abreu@sofist.com.br ou ligar no (19) 3291-5321 para conversamos sobre isso.

E vale a pena ler: aqui apresento um estudo sobre quanto um site lento pode custar ao seu negócio. Inclusive, neste mês, estamos com uma condição especial para você que quer garantir que o tempo de carregamento de seu e-commerce não atrapalhe seus resultados. Quer saber mais? Clique no botão abaixo e entre em contato conosco!