O mercado de e-commerce continua crescendo em ritmo acelerado. No Brasil, espera-se um faturamento 15% maior em 2018. Embora o país tenha presenciado uma desaceleração no surgimento de novas lojas até o meio de 2017 (9,23% contra 21,52% em 2016), o mercado apresentou sinais de amadurecimento com o enorme salto na fatia de lojas com mais de 500 mil visitas mensais, de 0,76% para 14,77% entre 2016 e 2017, segundo o relatório encomendado pela PayPal.

Outra métrica importante que mostrou avanço significativo em 2017 foi a do uso de métodos de análise de comportamento dos visitantes e captura de métricas, que subiu de 59,02% para 70,57% em um ano. Apesar de ser mais um aspecto que mostra a evolução do setor, cada vez mais educado em relação à importância das métricas, estes e outros recursos que envolvem scripts de terceiros adicionados ao site podem criar uma bela dor de cabeça se implementados incorretamente.

Vamos explorar um pouco as boas práticas e o impacto que problemas desse tipo podem causar.

Qual é o problema com scripts de terceiros?

Bom, se bem implementados, nenhum. Serviços conhecidos, como o Google Analytics, revolucionaram a medição de KPIs, e hoje existem muitas empresas especializadas nesse trabalho, que tem evoluído com o aperfeiçoamento das técnicas de análise, incluindo forte uso de técnicas de inteligência artificial, uma das tendências do e-commerce pra ficar de olho em 2018.

Os problemas começam quando os desenvolvedores utilizam esses produtos de forma ineficiente, criando problemas de usabilidade, queda de performance e até comprometendo a segurança dos seus usuários, seja por falta de conhecimento técnico ou atenção à boas práticas de performance e segurança na web.

Acontece que, como a forma mais comum de utilizar esses serviços é a inclusão de trechos de javascript no seu site, é relativamente fácil criar um problema carregando o script no lugar errado, passando parâmetros incorretos, utilizando ferramentas com função redundante ou um excesso delas.

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Sabemos que atrasos tão pequenos quanto 1 segundo representam, em média, impacto de mais de 20% de queda na conversão em lojas online, e que usuários mobile tem baixa tolerância com o tempos de carregamento.

Portanto, uma demora de mais de 45 segundos em uma página em plena Black Friday é um desastre. Muitos dos problemas enfrentados por sites de e-commerce podem ter sua raiz em um script mal implementado, ou hospedado por um fornecedor que não tem infraestrutura suficiente ou não estimou corretamente a capacidade de escala para atender um pico de demanda. Se sua loja não estiver preparada para lidar com a indisponibilidade de servidores de terceiros, seu negócio sofre.

Os erros mais comuns

Aqui estão alguns exemplos de como pode-se evitar os problemas mais comuns relacionados à código de terceiros no seu site.

  • Carregar scripts antes do seu conteúdo

Uma recomendação simples é evitar incluir esses scripts dentro do cabeçalho da página. Embora em alguns casos exista essa necessidade para que a função da ferramenta seja desempenhada corretamente, é mais provável que a melhor opção seja importar o script no final.

  • Requisições síncronas

Sempre que possível, a importação de scripts de terceiros e requisições externas devem ser realizadas assincronamente. Se for absolutamente necessário, evite ao máximo ter vários deles de forma síncrona. Isso porque cada um deles vai bloquear o carregamento de outro, gerando uma verdadeira cascata de atrasos na interface.

  • Excesso de javascript externo

O emprego excessivo de ferramentas de monitoramento afeta a performance negativamente. A  chance de algumas delas serem redundantes é considerável. Vale uma análise mais cuidadosa para entender o quanto elas enriquecem suas métricas e decidir quais delas são essenciais.

Atenção com segurança

Além da preocupação com performance, é muito importante estudar se as informações dos seus usuários podem ser expostas com o uso dessas ferramentas.

Há uma discussão sobre privacidade em evidência, e que tem chamado cada vez mais atenção. A preocupação crescente com a ética no uso de dados de usuários coletados na internet já resultou em um esforço de regulamentação dessas práticas, e as notícias de vazamentos de dados têm se acumulado, causando problemas de relações públicas e impactos financeiros. Apesar de não ter relação com o uso de scripts, e sim com permissões excessivas dadas a terceiros no uso da plataforma, a recente crise de privacidade afetando o Facebook mostra o quão perigoso pode ser um descuido nesse tema.

Um estudo mostrou que a maioria dos sites com maior número de acesso nos E.U.A. têm informações capazes de identificar usuários apresentadas em texto puro. Outro aponta como boa parte dos produtos de monitoramento não realizam uma limpeza completa dos dados de usuários, descumprindo a promessa de garantir anonimidade na coleta das informações.

Já analisou se os plugins de terceiros que você utiliza em seu produto não estão coletando informações indevidas de seus usuários?

Conclusões

A performance do seu e-commerce afeta diretamente os resultados de conversão, e já é ponto pacífico que a privacidade dos usuários é um ponto crítico que merece toda atenção. Por melhor que seja o seu próprio código, o uso incorreto de scripts de terceiros pode ser nocivo para esse aspectos cruciais.

Mande um e-mail para bruno.abreu@sofist.com.br ou ligue em (19) 3291-5321. Aqui na Sofist podemos ajudá-lo a auditar seu e-commerce com esta ótica, propondo métodos de monitoramento e produção de métricas de forma segura e performática.