Em 2025, a expectativa é que o país tenha 100 milhões de objetos conectados, segundo a pesquisa da Teleco (empresa de consultoria em telecomunicações), divulgada em novembro. Já são 20 milhões! A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) afirma que hoje há 2,5 milhões de dispositivos transmitindo dados para sistemas sem intervenção humana em operação no Brasil.

Mas, o que significa isso?

Internet das Coisas (Internet of Things ou IoT) é um termo usado para descrever a evolução da Internet, com objetos “inteligentes”, as “coisas”, ligadas entre si pela rede. As coisas podem ser: computadores portáteis, smartphones, tablets, GPSs, óculos, elevadores, geladeiras e outros eletrodomésticos, máquinas industriais, medidores inteligentes, carros, televisores, lousas e até equipamentos de ginástica, trazendo para a realidade o mundo fictício dos Jetsons.

A ABINC (Associação Brasileira de Internet das Coisas) estima que em 2050 serão 50 bilhões de objetos conectados, incluindo até implantes humanos.

Quando conectado, um aparelho como esse coleta informações para usá-las posteriormente, deixando seu desempenho cada vez mais inteligente. Enquanto alguns aparelhos podem ser até vestíveis, como o Google Glass e os smartwatches, outros deles disponíveis no nosso país ainda têm baixa complexidade de conexão, como os carros. Hoje, são 5,8 milhões de veículos com sistema de pagamento de pedágio integrado rodando aqui, o que não quer dizer que todos os motoristas já usem essa conexão.

Um dos fatores que impede que mais aparelhos com essa tecnologia entrem no Brasil é a tributação, que ainda é muito alta. Se as taxas fossem mais baratas, a perspectiva dobraria – em 2025, poderiam ser 200 milhões de objetos conectados. Só o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) corresponde a 40% dos custos médios dos terminais de comunicação. Além dos tributos, as operadoras brasileiras também pagam ao governo uma tarifa de R$ 13,41 a cada linha mantida com conexão ativa com a internet.

IoT - Internet of Things

Como aplicar a Internet das coisas à minha empresa?

A primeira coisa que você deve considerar é que essa iniciativa não é válida apenas para grandes empresas. Ainda que geladeiras inteligentes já sejam capazes de reproduzir a tela do smartphone do dono em sua porta e você não seja um fabricante de geladeiras, saiba que pequenas, médias empresas ou startups também podem – e devem – se aventurar nesse mundo.

Um dos usos mais comuns é coletar dados para gerenciamento do consumo de energia. Mas sua empresa também pode aplicar a Internet das Coisas em outros momentos, como:

  • Na fabricação de um produto: usando essa tecnologia para monitorar a produção, é possível identificar problemas no processo e já programar a solução, de modo que a correção deles leve menos tempo e seja mais eficiente;
  • Na manutenção de um produto: com a conexão, falhas do equipamento podem ser notificadas antes que o produto quebre, permitindo sua manutenção antecipada. Uma impressora, por exemplo, pode notificar índices de superaquecimento para avisar que precisa de cuidados, antes de parar de funcionar;
  • Na venda de um produto: com o controle de componentes conectados e seus tempos de uso, é possível prever quando o consumidor precisará de substituição de peças e programar vendas proativas;
  • Na logística: sensores aplicados aos contêineres podem indicar a localização de um produto para que a empresa consiga controlar com mais precisão seu estoque e o que está a caminho;
  • Na medicina: coletando dados em tempo real, seja nos hospitais ou nas casas dos pacientes, os médicos podem usar os relatórios para melhorar seus atendimentos e diagnósticos;
  • Na agricultura: sensores podem medir as temperaturas do ar e do solo, o nível de umidade, a probabilidade de chuva, além de outros índices que orientarão a irrigação.

Legislação

Para minimizar essas barreiras, o Ministério das Comunicações está preparando uma política nacional de incentivo e regulamentação do tema. A intenção é que ela seja uma base para o futuro Plano Nacional de Comunicação entre Máquinas (M2M) e Internet das Coisas (IoT), com diretrizes voltadas à estimular mais empresas a investirem em projetos do tema no nosso país.

O Ministério das Comunicações aponta que o Brasil já é o quarto maior mercado no mundo em conexões móveis entre máquinas.

Durante esse período de elaboração do primeiro esboço, empresas de telecomunicações, fabricantes de equipamentos, alunos e professores universitários, representantes do governo e da sociedade civil se reuniram três vezes para conversar sobre o potencial da tecnologia e os desafios que o país enfrenta para alcançar novos investimentos na área.

O Ministério aponta que o Brasil já é o quarto maior mercado no mundo em conexões móveis entre máquinas e afirma que essa conexão pode tornar a gestão do país mais eficiente. O time que vêm se reunindo para elaborar o projeto definiu sete áreas que deverão ser prioritárias para investimentos: agricultura, cidades inteligentes, educação, energia, logística, saúde e produtividade industrial. Para finalizar, o grupo está concluindo como será a regulação das empresas, a tributação de produtos e serviços, os requisitos de segurança dos dados e a capacitação de pessoas para trabalhar em projetos.

Já o órgão ABINC foi fundado sem fins lucrativos em dezembro de 2015, para representar todos os interessados em trabalhar com essa tecnologia, sejam eles empresas, empreendedores ou desenvolvedores. Segundo a própria associação o objetivo é que eles consigam “transitar pelas instituições acadêmicas e de pesquisa técnica que lideram os avanços dos diversos protocolos, modelos técnicos, abordagens etc”, representando o mercado frente às autoridades como o Ministério das Comunicações e órgãos como a Anatel.

Podemos te ajudar na orientação sobre essa tecnologia! Estou disposto a tirar suas dúvidas e analisar o seu projeto. Me mande um e-mail em julio.viegas@sofist.com.br ou ligue em (19) 3291-5321 para conversarmos. Será um prazer ajudá-lo! =)