Quando um aplicativo está sendo projetado, começam a perguntas: quanto devo cobrar por download? E se ele for gratuito? Pode ter publicidade? Pode cobrar uma mensalidade de acordo com o acesso? Se a sua cabeça está cheia de dúvidas, vou te ajudar: aqui você vai encontrar dicas sobre o que levar em consideração na hora de precificar um aplicativo e quais as vantagens e desvantagens de oferecê-lo gratuitamente.

Antes mesmo da geração de renda, pense também que a quantidade de novos aplicativos lançados a cada dia é impressionante, sobre os mais diversos temas – diversão, produtividade, saúde, informação, comunicação. São milhares por dia, tanto na App Store quanto na Google Play. Para ter destaque e merecer um download, você precisa garantir ao seu cliente:

  • Qualidade: o usuário espera que o aplicativo atenda suas necessidades com eficiência, simplificando ações e processos. A qualidade ajuda seu app a ser claro, objetivo e útil;
  • Canal claro para esclarecimento de dúvidas: saiba como funciona cada tela do seu aplicativo, para estar pronto para atender e orientar seus clientes;
  • Divulgação clara: não crie falsas expectativas na descrição do seu app. Tem mais dicas sobre como descrevê-lo aqui.

Logo, como qualquer produto, seu app precisa oferecer valor e utilidade para que os consumidores comprem. Existem possibilidades inclusive de não se cobrar o download, mas cobrar por pequenos elementos ao longo da experiência do usuário. Algumas possibilidades de monetizar um aplicativo são:

Troque publicidade por bônus

Para que o usuário não se sinta mal com a publicidade, uma das estratégias é trocar o tempo gasto por ele assistindo propaganda por um benefício. Em games, como o Plants Vs Zombies por exemplo, se você topar assistir um vídeo de 30 segundos, ganha rastelos extras para proteger o seu jardim.

Plants Vs Zombies

Além de anúncios de tela cheia, outros games usam notificações, como o Burrito Bison – o ícone de um presente aparece na barra de status do smartphone, avisando que tem bônus disponível para o jogador. Quando ele clica para receber, o game ainda melhora a oferta: se você assistir a um vídeo, ganha três vezes mais combos para usar no jogo.

Burrito Bison

Essas são maneiras de não frustrar a experiência do seu cliente e não afastá-lo do seu material: como ele recebe algo em troca, assiste a publicidade sem se sentir interrompido. Além disso, analise vender espaço apenas para anúncios que são relevantes para a sua audiência. Ao planejar o seu aplicativo, pense em maneiras para que o usuário tenha uma experiência significativa ao lidar com anúncios, para que incluí-los seja lucrativo para você sem tirar a qualidade do produto.

Ofereça compras no aplicativo

Essa é a sacada dos aplicativos chamados de “freemium”: o download é gratuito e oferece a experiência divulgada, mas caso você queira adquirir recursos, os chamados features, deve pagar por eles. A diferença é que a monetização não está baseada em anúncios aparecendo para os usuários, mas sim em compras realizadas dentro do próprio aplicativo.

A diferença é que a monetização não está baseada em anúncios aparecendo para os usuários, mas sim em compras realizadas dentro do próprio aplicativo.

A estratégia está em dar um gostinho do seu produto aos clientes, como um período de teste de tudo que seu aplicativo pode oferecer. A vantagem desse tipo de monetização é que o usuário poderá ter um primeiro contato grátis com o seu aplicativo e, caso ele goste do que está usando e sinta que está valendo a pena, poderá querer ter uma experiência melhor e mais completa e não terá dúvidas em pagar por isso, pois já sabe que é bom.

Isso acontece, por exemplo, no game Candy Crush Saga, onde você pode comprar vidas para continuar jogando. Caso queira jogar de graça, é preciso esperar um tempo determinado para que o estoque de vidas se abasteça novamente.

Venda serviços de assinatura

 Headspace app

Mas não pense que monetização só funciona para jogos, não! Um exemplo de aplicativo freemium da área de saúde e bem estar é o Headspace. Ele oferece um programa grátis de 15 dias de meditação guiada. Depois desse período, você pode refazer esse programa ou comprar pacotes diferentes de guias para meditação, comprar exercícios ou até pagar uma mensalidade para ter acesso geral.

Se você atualiza regularmente seu conteúdo, pode ainda criar um serviço de assinatura para os clientes que abrem seu app todos os dias, cobrando mensalmente ou trimestralmente, de maneira que eles recebam conteúdo completo e novo sem precisar sempre ter que ficar sendo lembrados de pagar por isso.

Também é possível oferecer diferentes níveis de acesso a conteúdo para cada tipo de assinatura, como fez a rede de notícias inglesa The Economist: o leitor pode escolher uma assinatura para uso somente na web, uma só para receber o jornal impresso e uma que garante as duas opções.

Aplicativos pagos

Existem downloads de aplicativos sendo oferecidos por uma grande variedade de preços, de 1 a 99 dólares. A vantagem desse modelo de monetização é que os desenvolvedores já são recompensados de imediato a cada novo usuário.

A desvantagem é que a base de clientes acaba sendo relativamente menor, pois cobrar antes do uso inibe potenciais usuários. Nesse caso, sua comunicação precisa ser muito eficiente para convencer as pessoas de que vale a pena pagar antes de testar.

Aqui na One Day Testing, nós podemos te ajudar fazendo todos os testes necessários para garantir a qualidade do seu aplicativo e ainda tirar suas dúvidas sobre monetização. Entre em contato comigo pelo e-mail bruno.abreu@sofist.com.br ou ligue (19) 3291-5321. Será um prazer ajudar!