Não é segredo que você precisa adaptar o seu e-commerce ou site aos dispositivos móveis, nem que a lentidão no carregamento afeta a sua receita. Hoje, uma das tendências da Web vem sendo pensar no celular como a principal experiência do usuário (mobile-first), portanto é imprescindível que você tenha um site móvel funcional e otimizado.

O que você pode não saber é que um site que não é muito amigável aos celulares pode não ser lido corretamente pelo Google. Além de priorizar conteúdo AMP, que faz as páginas carregarem mais rápido no celular, o buscador agora vai processar primeiro a versão móvel do seu site para entender o conteúdo que está nele.

Essa mudança com certeza não vai favorecer quem ainda não tem um site devidamente adaptado para o celular.

Entenda melhor o que mudou e veja o que fazer nos próximos parágrafos.

O que muda com as novas regras

Desde 2016, o Google avisou que começaria a testar uma forma de indexar (ou seja, processar e exibir) os resultados de pesquisa usando primeiramente a versão móvel do site, e não a do computador, como era de praxe. Segundo o buscador, pode ser problemático ler a página pela versão do computador porque a exibição para celulares pode ser mais limitada, exibindo menos conteúdo e por vezes não funcionando corretamente.

Um erro muito comum que acontece ao adaptar um site para o mobile é justamente remover parte de conteúdo ou recursos para fazer uma versão para celular mais simples e que não exija muito esforço. Por mais que seja um jeito barato de se adaptar para o mobile, a prática não é muito amigável porque limita a experiência do usuário e “engana” o Google quanto ao conteúdo da página.

Para prevenir casos como este e aprimorar os resultados de pesquisa, o buscador vai implementar o que chamou de Mobile-first Indexing. “Embora nosso índice de pesquisa continue a ser um único índice de websites e aplicativos, nossos algoritmos usarão principalmente a versão para celular do conteúdo de um site para classificar páginas desse site, para entender dados estruturados e para exibir snippets dessas páginas em nossos resultados”, disse o Google em um post no blog.

Em dezembro de 2017, o buscador começou a fazer a transição para o Mobile-first Indexing em alguns sites, sem especificar quais. Agora, desde março, o Google anunciou que a nova forma de indexar os resultados de pesquisa vai começar a valer para todo mundo. Você saberá no Search Console se o seu site já foi migrado, ou se receber o aviso abaixo.

google mobile

No post mais recente em seu blog, o Google enfatiza que essa medida não influencia no ranking (é apenas uma nova metodologia de indexação), mas lembra que a compatibilidade com o celular é sim um fator levado em consideração na hora de posicionar um site. Esse novo método é interessante porque reafirma a tendência da indústria de se importar para onde os usuários mais estão — o celular — e assegurar que o conteúdo mostrado nos resultados esteja devidamente otimizado.

Por que se preocupar com o celular

Você já tem ideia da dimensão que os celulares tomaram hoje? O quanto você se importa com a experiência de um usuário mobile na hora de projetar, lançar ou atualizar um site ou ecommerce? Saiba que hoje, no Brasil, se você usa mais o computador do que o celular, é minoria nas estatísticas.

Um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em fevereiro de 2018 mostra que 95% das pessoas que acessaram a internet em 2016 usaram o celular para se conectar. Em segundo, vem o computador com 64% e o tablet com 16%. Vale apontar que, somados, os números são maiores do que 100% porque uma pessoa pode acessar a internet por mais de um dispositivo.

A mesma pesquisa também mostra a dominância dos smartphones no território brasileiro. Em 97% das casas com conexão à internet, o celular era usado para navegar, enviar mensagens, fazer compras, entre outras atividades. O computador vem em segundo, com 58% da fatia, mas o mais alarmante é que em 39% dos domicílios no Brasil o celular era o único meio de conexão à internet.

Algoritmo Google Mobile

Outras estatísticas mostram o quão importante é um ecommerce pensar no celular. Em 2017, segundo o Google, o número de pessoas que efetivamente concluíram compras por um dispositivo móvel, como o celular, aumentou em 74% em relação ao ano anterior. Para isso acontecer, seu site deve oferecer uma boa experiência, como ter formulários simples e que funcionam no celular, além de não demorar muito para carregar.

A velocidade média das operadoras no 4G no Brasil não é baixa (varia de 10 Mb/s a 15 Mb/s), mas a disponibilidade do sinal ainda é baixa; segundo a OpenSignal, passamos em média 53% do tempo de conexão móvel no 4G. O restante fica na rede 3G ou até mesmo a 2G, que são bem congestionadas e com velocidade reduzida (entre 2 Mb/s e 4 Mb/s).

O ideal é pensar em um site, tanto no computador quanto no celular, que carregue rápido mesmo nos piores cenários. Até porque o tempo de carregamento tem impacto direto na conversão: apenas 1 segundo a mais carregamento pode diminuir a conversão em 21,8% em desktops e 20,5% em dispositivos mobile, como mencionamos em nosso estudo da Black Friday. Além da perda da venda no momento, a lentidão também pode acarretar em uma percepção negativa da marca.

Por fim, vale lembrar que um bom posicionamento no Google e a exibição do conteúdo corretamente (tanto para o usuário quanto para o buscador) afeta diretamente um e-commerce, uma vez que muitos consumidores descobrem um determinado produto pelo Google, ainda mais se o cliente não tem uma loja preferida.

O que fazer?

Quer saber se você está preparado para o Mobile First-indexing do Google? O buscador têm uma página que detalha todas as recomendações, que incluem:

  • Exibir o mesmo conteúdo no computador e celular: se um site para celular é adaptado para oferecer menos recursos ou conteúdo, o Google recomenda que todas as informações principais estejam disponíveis em ambas as versões. Isso inclui textos, imagens (com atributos alternativos) e vídeos em formatos compatíveis com rastreamento e indexação;
  • E mais, conteúdo otimizado para celular: No Google, há uma preferência pelo conteúdo otimizado para dispositivos móveis no processo de indexação. Além do conteúdo, as práticas recomendadas incluem adaptar títulos e metadescrições e cuidados com a URL;
  • Suportar dados estruturados nas duas versões: os dados estruturados são as tags que indicam para o Google informações adicionais da página, como data, nota do produto, mais categorias e outros. É importante que você ofereça esses dados estruturados tanto no computador quanto no celular;
  • Versão com AMP junto da página original: se o seu site suporta AMP, confira se a página que é compatível com o recurso não tem outra versão sem o código de AMP. Essa diferença faz o buscador indexar duas versões da mesma página e atrapalha o rankeamento;
  • Outras otimizações gerais: um layout responsivo e outras otimizações gerais, detalhadas pelo buscador aqui, não afetam o Mobile-first Indexing, mas influenciam diretamente no seu rankeamento e nas boas práticas de SEO.

Nós podemos ajudar!

Apoiado pelos dados acima, acredito que um site bem feito e que traz uma boa experiência de usuário consegue aumentar as suas vendas, ainda mais em um dispositivo tão usado pelos brasileiros. Sente que precisa revisar o seu site e não tem certeza se atende aos requisitos do Google? Conte comigo!

Pode me ligar no (19) 3291-5321 ou me escreva em bruno.abreu@sofist.com.br e vamos falar sobre o seu caso!