Realidade virtual e realidade aumentada: qual é a diferença?

A tecnologia nos traz duas grandes possibilidades de interação com a realidade: visitar um lugar diferente sem ir de fato até lá ou explorar novas informações no ambiente em que estamos. Para usá-las, é preciso um aplicativo ou até mesmo um aparelho específico. Você sabe diferenciar e está preparado para aplicar cada uma delas no seu negócio?

Basicamente, a diferença é: a realidade virtual transporta você para um ambiente diferente, 100% virtual, criado por um computador, com o uso de acessórios como os “oculus rift”, por exemplo, ou outros semelhantes que bloqueiem sua visão do mundo real, para que sua imersão seja mais completa. Já na realidade aumentada você continua vendo o mundo real, mas com a projeção de conteúdos complementares: ela adiciona a possibilidade de explorar mais o local onde você está, interagindo com seu smartphone.

Podemos confundir a aplicação de cada uma dessas realidades porque ambas estão relacionadas a experiências virtuais que atuam na maneira como nós percebemos o mundo, mas a interação com cada uma é diferente. Vamos conferir então como cada uma está sendo usada.

Viajando sem sair do lugar: realidade virtual

O foco da realidade virtual é substituir a visão do mundo real por um conteúdo digital – por isso o nome virtual. Você pode visitar uma exposição virtual de um museu em outro país, por exemplo, a partir do sofá da sua casa.

Como não se vê o mundo real ao mesmo tempo (ela só funciona com o uso obrigatório de óculos ou capacete de imersão), é possível oferecer sensações de tamanho, espaço e profundidade. A imagem gerada pelos óculos ou capacetes não fica estática: ela acompanha a movimentação que o usuário fizer, andando ou virando o corpo. Além dos estímulos visuais, as experiências em realidade virtual podem incluir sons, adicionando-se o uso de fones de ouvido.

Em 2016, estive no Mobile World Congress em Barcelona e tive a oportunidade de vivenciar várias experiências com realidade virtual, inclusive esta da Samsung com seu óculos VR. Neste caso, o uso das cadeiras que simulavam a experiência de uma montanha russa deu uma bela incrementada e posso garantir que a sensação foi muito similar à situação real. Veja o vídeo que fiz acima enquanto outras pessoas experimentavam o óculos.

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Ela pode ser usada em:

  • vendas: um corretor de imóveis pode oferecer ao cliente uma visita ao interior de um imóvel que está a quilômetros de distância da imobiliária. Sem o trajeto até lá, ele poupa tempo e já consegue oferecer uma boa ideia do imóvel.
  • games: simulações de montanha-russa, automobilismo e práticas de esportes radicais em realidade virtual podem oferecer ao cliente o frio na barriga que viria com a experiência com a segurança de uma poltrona confortável. Há projetos sendo desenvolvidos tanto para Oculus Rift como para o uso do PlayStation VR.
  • jornalismo: durante o desastre ambiental na cidade de Mariana, alguns fotógrafos registraram as cenas com 360º, para que o público pudesse ver os estragos depois com a ajuda da realidade virtual. Assim como nesse caso, vídeos e fotos podem ser usados para que os espectadores acompanhem uma transmissão em realidade virtual caminhando pela cena da notícia, seja ela onde for.
  • treinamento: soldados norte-americanos, por exemplo, fazem exercícios de treinamento em ambientes simulados – muitos deles estão imersos em realidade virtual.
  • assistência médica: pesquisadores da Universidade de Louisville testaram a realidade virtual no tratamento de doenças relacionadas a ansiedade, expondo os pacientes aos seus medos com segurança para poder livrá-los das fobias.
  • turismo: podendo estar em qualquer lugar e viajar ao mesmo tempo para qualquer outro, turistas podem conhecer museus, praças ou assistir a espetáculos em qualquer lugar do mundo antes de pegar o avião, o que pode ajudar a decidir pelo local.
  • medicina: estudantes de medicina já estão sendo treinados fazendo cirurgias em ambiente virtual, para que tenham mais segurança no momento da cirurgia real.

Trazendo coisas até você: realidade aumentada

Já a Realidade Aumentada, por sua vez, funciona projetando novos conteúdos (imagens, textos, objetos 3D) na visão real que temos no momento. Seria possível, por exemplo, visualizar informações complementares sobre determinada obra, caso você estivesse realmente visitando uma exposição em um museu.

Para usá-la, não é necessário ter um óculos ou capacete de imersão: com tablets ou smartphones já é possível experimentar a sobreposição de componentes digitais com o ambiente real. Aparelhos específicos também já cumprem essa função, como os óculos Hololens ou o Google Glass.

Ela pode ser usada em:

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  • games: a popularização da tecnologia se deu com a chegada do Pokemon Go, jogo que permite que você veja, fotografe e capture as famosas criaturinhas do desenho em vários lugares pela cidade. O Nintendo 3DS também oferece jogos com esse conceito, colocando por exemplo alvos na sala da sua casa para você destruir.
  • mídias sociais: outro exemplo da realidade aumentada são os filtros do Snapchat e do Instagram Stories , que sobrepõem animações à visualização original da câmera do celular.
  • dia-a-dia: a proposta do Google Glass é estar com o usuário a cada momento, oferecendo informações durante o dia por meio da realidade aumentada, como mapas ou gráficos de previsão do tempo, mas sempre sem tirar as coisas ao seu redor do seu campo de visão – apenas adicionando conteúdo.
  • trânsito: uma possibilidade que vem sendo estudada é equipar os carros com essa tecnologia, para que seja possível projetar informações de trânsito diretamente no para-brisas.
  • turismo: saber mais pode te ajudar a aproveitar melhor a viagem! Em visitas, os monumentos, museus, praças e jardins podem oferecer informações complementares e históricas através de um aplicativo próprio que use a realidade aumentada.
  • educação: como na foto abaixo, a realidade aumentada pode trazer informações complementares sobre aparelhos ou lições em sala de aula.

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E aí?

A realidade virtual transporta você para um ambiente pronto e diferente sem que você saia do lugar, enquanto a realidade aumentada permite que você receba novas informações do ambiente em que você está.

Se você quiser saber mais sobre a realidade virtual e como ela fará parte de diversas áreas, pode ler mais aqui nesse artigo do Júlio. E, se você tem dúvidas sobre a implantação de realidade virtual ou aumentada no seu negócio, podemos apoiá-lo com testes, simulando não apenas a experiência com óculos, mas identificando pontos que podem ser aprimorados. Se você vai utilizar realidade aumentada, é essencial validar seu produto em vários dispositivos, afinal nem todos oferecem o suporte para o uso deste tipo de tecnologia. Já pensou investir pesado em um belo produto inovador que não opera corretamente nos dispositivos mais vendidos?

Entre em contato comigo pelo e-mail bruno.abreu@sofist.com.br ou ligue (19) 3291-5321. Será um prazer ajudar!