A revolução digital tem feito com que aconteçam em apenas cinco anos coisas que não aconteceram nas últimas cinco décadas. Temos evolução da mobilidade e integração do uso da nuvem como exemplo, só para começar. Isso exige uma atualização constante dos profissionais para que permaneçam no mercado de trabalho.

Programadores, por exemplo, têm aprendido novas linguagens de programação mesmo depois de ter saído da universidade, para desenvolver aplicativos, sites, chatbots, assistentes de voz e para inserir realidade virtual ou realidade aumentada na experiência de um produto. Os profissionais da tecnologia da informação (TI) têm cada vez mais dados para monitorar, analisar e cruzar.

Segundo o relatório “O Desempenho Digital Global e Auditoria de Transformação”, produzido pela Dynatrace, empresa norte-americana de monitoramento de desempenho digital, 75% das pessoas têm problemas de desempenho com a transformação digital, ou seja, têm pouca confiança em sua capacidade de resolver problemas que envolvam tarefas relacionadas ao desempenho digital e uso de novas tecnologias. Esta pesquisa abordou profissionais de TI, comércio eletrônico, marketing, serviços e desenvolvimento nos Estados Unidos, na Alemanha, no Reino Unido, na França e na Austrália.

75% das pessoas têm problemas de desempenho com a transformação digital, ou seja, têm pouca confiança em sua capacidade de resolver problemas que envolvam tarefas relacionadas ao desempenho digital e uso de novas tecnologias.

Horas de trabalho “perdidas” no processo

Um dos pontos levantados pelo relatório é que muitas horas de trabalho são perdidas para resolver esses problemas de desempenho. Na dúvida, as pessoas preferem não se comprometer. Só no e-commerce, são em média 652 horas perdidas por ano, o que significa mais de 2,5 horas por dia registrando problemas, tentando resolvê-los por conta própria, reunindo-se com a equipe em busca de soluções, escolhendo a alternativa a seguir e só então, de fato, implantando a correção ou entrando em contato com algum fornecedor que esteja apto a fazer esse trabalho.

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É claro que todas essas atividades fazem parte do trabalho. Mas a Dynatrace aponta que as organizações gastam mais horas do que o necessário nesses processos. Cada empresa pode ter ainda um nível de complexidade de negócio específico, que pode ser:

  • Complexidade organizacional empresarial: acontece quando um departamento passa a bola para outro, atrasando a resolução do problema e, por consequência, a entrega final do projeto. O setor de marketing pode apontar a responsabilidade do bug como sendo dos desenvolvedores, enquanto eles podem argumentar que o pessoal do marketing é quem não está usando o sistema da forma correta. Quando as áreas não estão integradas com a consciência de que devem colaborar entre si ao invés de competir, toda a empresa é prejudicada.
  • Complexidade tecnológica: uma mesma empresa pode usar sistemas diferentes para cada negócio (um para cadastro de clientes, um para captação de pedidos e um para contagem de estoque, por exemplo). Para complicar um pouquinho, às vezes, cada um desses sistemas foi desenvolvido e entregue por um fornecedor diferente, por isso podem acontecer problemas no momento de integrar tudo. Como descobrir qual sistema tem a causa principal da adversidade que está impactando todos os outros? Tudo volta ao possível jogo de empurrar a responsabilidade de departamento para departamento.

A velocidade do trabalho e o impacto nos lucros

Esses atrasos, além de indicar essa sensação de perda de tempo relatada pelos entrevistados, também podem impactar negativamente o lucro da empresa. Se um projeto leva mais tempo para ser desenvolvido do que foi acordado, por exemplo, seu cliente pode desistir da entrega, arrumar outro fornecedor e rescindir o contrato com você.

Outro ponto a ser levando em consideração é se os seus funcionários poderiam estar fazendo algo mais produtivo do que tentar consertar sistemas que deveriam, na verdade, ajudá-los a fazer seus trabalhos.

Na pesquisa, 36% dos especialistas em comércio eletrônico afirmaram que se concentrariam na otimização de estratégias, enquanto 32% das equipes de tecnologia apontaram que usariam esse tempo para pesquisar e implantar novos sistemas. Os profissionais de e-commerce mostraram-se mais propensos a aproveitar o tempo para trabalhar melhor na estratégia e no planejamento de cada ação tomada em nome da empresa.

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Para se ter uma ideia de quanto esses problemas podem custar, o relatório da Dynatrace aponta três estimativas:

  • Segundo o Instituto Ponemon, que conduz pesquisas independentes sobre política de privacidade, proteção de dados e segurança da informação, o custo de uma interrupção do sistema responsável pelo centro de dados é, em média US$ 740.357 – cerca de R$ 2,5 milhões;
  • O Gartner, empresa de soluções relacionadas a introspecção necessária para tomada de decisão, estima que as interrupções dos trabalhos dos funcionários custem US$ 5.600 por minuto. São pouco mais de R$18.000 indo pelo ralo a cada 60 segundos;
  • A fornecedora de informação, análises e dados IHS Markit diz que as empresas perdem US$ 700 bilhões por ano para o tempo de inatividade dos profissionais de área de tecnologia e desenvolvimento.

Mas não se assuste: a adaptação da sua empresa às novas tecnologias com certeza pode trazer muitos ganhos e fazê-la crescer muito – basta implantar cada passo com planejamento e orientar toda a equipe para que o trabalho seja feito pensando no bem da organização como um todo. Além disso, investir em tecnologia é um caminho sem volta, praticamente obrigatório para as empresas atuais.

Se você tem dúvidas se sua empresa está implantando as tecnologias corretamente, nós aqui da One Day Testing podemos testar seu projeto e te dar dicas sobre como garantir uma boa experiência para o usuário, tudo de acordo com o que de mais novo está sendo praticado pelo mercado. Ainda podemos te ajudar a reduzir desperdício de horas trabalhadas e de dinheiro. Me mande um e-mail em bruno.abreu@sofist.com.br ou ligue em (19) 3291-5321 e vamos conversar sobre isso!